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domingo, julho 14, 2024
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Aprosoja MT pede ajuda do governo federal para superar crise com quebra de safra.

Entidade quer novas linhas de crédito, alongamento de dívidas e fortalecimento do seguro rural

Os efeitos do clima adverso na safra 2023/24 levaram a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) a sugerir medidas ao Ministério da Agricultura para enfrentar o cenário de possível endividamento no campo. A estimativa da entidade é de quebra de 21% na produção do Estado nesta temporada, com redução de 9,5 milhões de toneladas na colheita de soja.

Em ofício enviado nesta sexta-feira (26/01) ao secretário de Política Agrícola, Neri Geller, a entidade apresentou sete propostas de ações para socorrer os agricultores, como a criação de novas linhas de crédito, o alongamento de dívidas e o fortalecimento do seguro ruralO documento, assinado pelo presidente Lucas Costa Beber, indica a necessidade de R$ 1,55 bilhão extras no orçamento do Tesouro Nacional para bancar a equalização das novas operações.

Essa é a primeira vez que a entidade interage diretamente com o Ministério da Agricultura nesta gestão. Em 2022, a Aprosoja-MT chegou aprovar, em assembleia, um ato de desagravo aos nomes do ministro Carlos Fávaro, do secretário, Neri Geller, e do assessor especial, Carlos Augustin. À época, os associados decidiram que os três não tinham “legitimidade” para representar o setor como interlocutores em Brasília durante a transição de governo.

A Aprosoja-MT pediu a criação de duas linhas de crédito. Uma em dólar, com disponibilidade de US$ 1,95, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com taxa de 5,5% mais a variação cambial. A entidade também propôs a concessão de novo crédito em real, com juros de 7% ao ano, com prazo mais alongado, de cinco anos e 12 meses de carência. Essa ação demandaria, nos cálculos da associação, R$ 1,05 bilhão de orçamento extra do Tesouro Nacional para custear a equalização das taxas de juros.

A entidade também indicou a necessidade de outros R$ 500 milhões no orçamento para suportar o alongamento de dívidas contraídas com recursos oficiais. O ofício destaca que as medidas “não deverão prejudicar o limite e o rating desses produtores”, o que vai exigir celeridade na aprovação e liberação dos recursos.

A Aprosoja-MT também sugeriu que o Ministério da Agricultura coordene uma interlocução com as tradings para discutir cláusulas de washout (recompra de contratos). A preocupação da entidade é com produtores que terão grandes perdas por conta do clima e que não conseguirão entregar o produto negociado previamente. A entidade pediu para que “os percentuais sejam reajustados, no mínimo, aos patamares a que essas companhias são submetidas em contratos internacionais”.

Fonte: Aprosoja

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