23.5 C
Brasília
23.5 C
Brasília
quarta-feira, julho 17, 2024
spot_img

Seca no Porto de Miritituba prejudica escoamento da produção de MT e rota precisa ser desviada

Os produtores estão enviando os grãos para os portos de Santos e Paranaguá, mas sofrem com a distância e mais tempo de viagem

A seca severa está dificultando o escoamento de grãos no Norte do Brasil. Para se ter uma ideia do impacto, o porto de Mirtituba, localizado em Itaituba, no Pará, precisou se adequar e trabalha, atualmente, com sua capacidade reduzida em 50%. Sendo assim, os produtores de Mato Grosso estão deslocando os produtos para os portos de Santos e de Paranaguá, o que afeta o frete e a distância. É o que explica o diretor executivo do Movimento Pró-logística de Mato Grosso, Edeon Vaz Ferreira.

Para se ter uma ideia, a distância de Sinop, que é um dos principais pólo de produção de Mato Grosso, a Itaituba é de 999 km, enquanto para chegar até Paranaguá, no Paraná, é preciso percorrer 2.250 km, e a distância até Santos é de 2.089 km. O que dobra o trajeto e também o tempo de chegada para o escoamento da safra.

Edeon, porém, minimiza a situação e explica que não há um impacto direto para o produtor e adianta que o verão amazônico sempre existiu e nada tem a ver com o desmatamento. Para ele, a seca deste ano está ligada ao fenômeno El Niño.

“Este verão às vezes é mais severo e às vezes é menos severo. No caso esse ano está sendo mais severo, mas até dezembro, já deve está voltando ao normal, ao menos é a nossa expectativa, espero que não piore. Antigamente, tinha esses problemas, mas a hidrovia não era tão utilizada. Os rios eram menos usados, mas existem históricos de seca tão rigorosa como esta em 1902, 1910, 1926, quando não havia desmatamento. Então não tem nada a ver também com desmatamento. Em 2016 houve uma muito rigorosa também e agora essa de 2023. Então isso é causado pelo efeito El Niño”, explicou o diretor em entrevista ao Leiagora.

Edeon explica ainda que a falta de chuva em Mato Grosso tem causado impacto no Rio Tapajós, que é formado pelos rios Juruena e Teles Pires. Ambos estão sofrendo o impacto da falta de precipitação e impactaram o Norte do Estado.

As altas temperaturas registradas em Mato Grosso em outubro já é alvo de preocupação, inclusive, dos produtores do estado. A Aprosoja já vem monitorando a situação na semana passada chegou a revela que o calor extremo tem prejudicado o plantio de soja no estado, que está autorizado desde o dia 16 de setembro a fazer a semeadura. Setembro já foi 3,1Cº mais quente que a média e outubro tem mantido o clima mais quente do que esperado.

Fonte: Leia Agora

Relacionados

Deixe uma resposta

- Publicidade -spot_img

Recentes