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terça-feira, julho 16, 2024
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Café: bebida que é paixão mundial tem evolução em ritmo acelerado

Da lavoura aos drinques, bebida mostra desenvoltura e obtém bons avanços no quesito sustentabilidade

Formalmente, o Dia Mundial do Café foi definido como 14 de abril. Mas, no cotidiano dos brasileiros, todo dia é dia de apreciar a bebida escura. Coado ou solúvel, quente ou gelado, com ou sem açúcar, na xícara ou até no copo americano, café é sinônimo de tradição no Brasil. Afinal, somos o maior produtor mundial e segundo mercado consumidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Mas o grão também tem forte poder transformador e capacidade de se adaptar aos novos tempos. O café mudou completamente a vida do casal Carlos Alberto e Laize Coutinho, um dos maiores produtores do Distrito Federal. Instalados no Lago Oeste, região rural de Sobradinho, eles relataram ao Correio a estruturação do Café Minelis e a introdução da família ao mercado cafeeiro. Os Coutinho são testemunhas de como o café está plenamente sintonizado com conceitos modernos, como sustentabilidade e mercado gourmet.

“A gente escolheu o café por um acaso, depois que fomos nos apaixonar por esse grão. É muito gratificante ver, tornou-se amor. Não sabíamos de nada. Quando começamos a participar foi tão bom, aprendemos bastante”, afirma Laize. A decisão de torrar e vender café veio de um incentivo familiar.

A fama do café brasiliense ultrapassou os limites do DF e alcançou repercussão internacional. Em 2019, os grãos produzidos na fazenda Novo Horizonte alcançaram o posto de uma das três melhores do país no 28º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso. A premiação ocorreu em São Paulo e consagrou o Café Minelis como o primeiro do Centro-Oeste a atingir o pódio.

Como ressalta o produtor, a qualidade do grão influencia muito os compradores. Quando se trata de café, os consumidores buscam não apenas uma bebida para saciar sua sede, mas uma experiência sensorial completa que envolva sabor, aroma e textura. “O café é uma combinação de sabor e aroma. Se você moer o café e deixar aberto por dez minutos, o aroma vai embora”, explica Carlos Alberto.

Ainda assim, há desafios nesse processo, como as variações de safra, os impactos climáticos — e a mão de obra. “O maior desafio do mercado de café é a mão de obra. Os pequenos produtores, quando chegam na colheita, precisam de gente para colher. O café, assim como todas as culturas, têm ciclos de altas e baixas. Porém, no caso da soja, milho e algodão, é mais fácil porque é uma cultura anual. Já o café leva três ou quatro anos para subir de novo”, conclui Carlos Alberto.

Aumento na safra

No primeiro levantamento de 2024, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já projetava um incremento de 5,5% na produção brasileira de café para a safra atual, em relação ao ano passado, com um volume total de 58,08 milhões de sacas. Além do aumento no volume de produção, as variedades do grão acumulam valorização no mercado internacional, o que fez com que as exportações brasileiras atingissem US$ 9,2 bilhões no ano passado.

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