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domingo, julho 14, 2024
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Brasil e Angola iniciam os trabalhos de Cooperação Técnica Agropecuária

Luanda – Os Governos do Brasil e Angola bem como a classe empresarial dos dois países lusófonos iniciaram esta semana em Luanda os trabalhos para acelerar a cooperação bilateral nos mais variados domínios da vida socioeconômica, com destaque para o setor agropecuário angolano.

Para isso desde a última segunda-feira, em Angola, uma delegação brasileira que nesta quinta-feira (16), juntamente com os membros do Governo Angolano, aprovaram um cronograma de ações que define as metas e os períodos para o início efetivo dos trabalhos no agronegócio.

A efetivação desse trabalho enquadra-se na assinatura do Acordo de Cooperação de Regiões Irrigadas e Apoio à Política da Agricultura Familiar, bem como no Memorando de Entendimento assinado em agosto deste ano pelo Ministério da Agricultura e Florestas de Angola e o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, quando da visita do Presidente brasileiro, Lula da Silva, a Angola.

Segundo o diretor do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) do Ministério da Agricultura e Florestas, Anderson Jerónimo, esses dois documentos estratégicos de cooperação definem as linhas de cooperação e exigem a elaboração de um plano de ação voltado à capacitação de quadros e troca de experiências com empresas brasileiras como a Embrapa.

Em declarações à imprensa, após o seminário sobre “Política agrícola – crédito e seguro rural” entre Angola e Brasil, promovido quarta-feira (15), em Luanda, o responsável destacou também que esse plano, a ser implementado no período de 24 meses (dois anos), inclui a elaboração de uma política pública voltada a pesquisa científica, assistência técnica, melhoramento das sementes e produção de fertilizantes.

Para o Secretário Adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) do Brasil, Júlio Ramos, considerou Angola como uma porta de entrada do continente africano, com potencial enorme para atrair todo tipo de investimento, fato que abre oportunidade para o empresário brasileiro se expandir no país.

Assegurou a existência de inúmeras empresas e cooperativas brasileiras interessadas em investir nos diversos ramos socioeconômicos de Angola, com destaque para o agronegócio.

“A nossa cooperação poderá intensificar a exportação ou importação de produtos acabados ou bruto entre Angola e Brasil, com vantagens mútuas, tendo em conta as condições climáticas propícias e o potencial de recursos naturais existentes em Angola”, sublinhou.

Em função disso, continuou, o Brasil acredita/espera que pode contribuir com a sua experiência tecnológica e científica, através das suas instituições, como a Embrapa, que poderão replicar as suas ações de sucesso, com vista a apoiar Angola nas áreas da agropecuária, segurança alimentar, sustentabilidade e redução da desigualdade, projetos que podem ser segmentados para o curto e médio prazo.

Durante o seminário sobre Política agrícola entre Angola e Brasil foram ministrados temas como “Crédito rural, programas e custeio e investimento/plano safra – experiência brasileira”, “Zoneamento agrícola de risco climático (ZARC)” e “Seguro rural no Brasil”, ministrados por técnicos do Ministério da Agricultura brasileiro.

Jônatas Pulquério – Diretor de Gestão de Risco do MAPA

O Diretor Jônatas Pulquério enfatizou a importância da cooperação técnica, “A Angola é um grande parceiro comercial do Brasil e é muito importante que possamos apresentar aqui as nossas experiências na formulação de políticas agrícolas que ajudaram a consolidar o agronegócio brasileiro, principalmente o Plano Safra e as ferramentas de mitigação de risco como o Programa de Seguro Rural e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático”.

O evento, liderado pelo secretário de Estado para Agricultura, João Cunha, contou com a participação de empresários, agricultores, seguradoras, especialistas de diversas áreas, entre outros convidados, que aproveitaram a ocasião para partilharem as experiências do setor agrícola angolano e inteirarem-se sobre a agricultura brasileira.

Fonte: Da Redação Agrometrópole

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