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terça-feira, julho 16, 2024
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Reunião na Fiesp destaca a necessidade de enfrentar riscos emergentes para a agricultura brasileira

Com as recentes inundações devastadoras no Rio Grande do Sul ecoando como um alerta, a discussão sobre os desafios enfrentados pelos agricultores

Com as recentes inundações devastadoras no Rio Grande do Sul ecoando como um alerta, a discussão sobre os desafios enfrentados pelos agricultores ganha uma urgência renovada. Na reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, presidida por Jacyr Costa, especialistas do setor público e privado se reuniram para explorar estratégias para enfrentar os desafios iminentes na agricultura na segunda-feira (6).

O impacto crescente das catástrofes climáticas na cadeia de produção foi um ponto central de discussão. João Pietro, coordenador técnico do ramo Agro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), ressaltou que eventos extremos como enchentes, estiagens e geadas estão se tornando mais frequentes, testando a resiliência dos agricultores. Ele apontou que esses eventos não apenas afetam a produtividade e a qualidade das safras, mas também impõem custos adicionais, como os relacionados ao crédito e ao seguro.

Diante desse cenário desafiador, Pietro enfatizou a necessidade premente de colaboração entre diversos atores para desenvolver soluções que minimizem os impactos diretos na produção agrícola nacional.

Por outro lado, João Pinto Rabelo Júnior, conselheiro do Cosag, destacou a importância do mercado de seguros como uma ferramenta essencial para mitigar os riscos enfrentados pelos agricultores. Ele enfatizou a necessidade de compreender e mitigar os riscos climáticos, anunciando iniciativas do IRB(Re) para estabelecer um Centro de Pesquisas em risco climático.

Enquanto o mercado de seguros agrícolas continua a crescer, Ricardo Sassi, do Cosag, reconheceu que ainda há desafios significativos a superar. Menos de 10% da área plantada é segurada, e existem lacunas na adequação dos produtos de seguro às necessidades dos produtores. Ele apontou a falta de tecnologia e conhecimento do produto como alguns dos obstáculos enfrentados pelo setor.

Além dos desafios climáticos, Jonatas Pulquério, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), destacou outros riscos, incluindo a falta de informações, questões geopolíticas e flutuações de mercado. Ele anunciou planos para modernizar os instrumentos de investigação de risco agropecuário e criar uma câmara temática de gestão de risco agropecuário para promover o diálogo e a cooperação entre os diversos interessados.

Em última análise, a reunião na Fiesp sublinhou a necessidade urgente de enfrentar os desafios climáticos e financeiros emergentes para proteger os agricultores e garantir a segurança alimentar no Brasil.

Fonte: Jornal Cana

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