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terça-feira, julho 16, 2024
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Entidades do setor arrozeiro e de proteína animal apresentam demandas para o governo federal

Toda a cadeia produtiva do arroz e de proteína animal esteve reunida na tarde desta quarta-feira (10/01), na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Porto Alegre, com o novo secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller. Ele veio ao Rio Grande do Sul em sua primeira viagem oficial para ouvir as demandas desses dois setores que movimentam a economia gaúcha.

O secretário da Seapi, Giovani Feltes, abriu os trabalhos, dando as boas-vindas, e agradecendo a vinda da comitiva de Brasília para essa conversa com os setores. “Um momento de diálogo e de construção de uma interlocução mais forte e assertiva junto ao governo federal para buscar caminhos e soluções para os desafios que o agro gaúcho enfrenta”, avalia

Geller destacou que foram muitas as pautas e demandas apresentadas pelos setores, mas que foi a primeira conversa de muitas que fará a frente da nova gestão da Secretaria em Brasília. Também se colocou totalmente à disposição de todos para recebê-los em Brasília. “O governo federal vai voltar a implementar políticas de crédito mais fácil ao produtor, de acesso mais diversificado às linhas de crédito, entre elas a possibilidade do dólar em custeio, captação no mercado internacional através das cooperativas de crédito e também, eventualmente, reduzir custeio e investimento que são programas do Plano Safra”, detalhou.

 Setor proteína animal

Todo o setor da proteína animal do Rio Grande do Sul se reuniu com o secretário Neri Geller e representantes do Mapa, em reunião organizada pela Seapi e Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

As principais demandas foram expostas por todas as entidades ligadas ao setor como forma de dialogar e tentar buscar soluções futuras para enfrentar os desafios do agro. Os principais pontos destacados foram a necessidade de abertura de novos mercados, o fomento à produção de milho no Estado e políticas de reservação de água e irrigação.

“É um momento ímpar para o setor, essa conversa com o Neri. Temos um Rio Grande do Sul com grandes dificuldades em relação ao clima, com três anos de estiagem e um segundo semestre extremamente complicado. Mas precisamos buscar novas soluções e resgatar o destaque de produção que o Estado sempre teve”, destaca o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

Secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, e secretário da Agricultura do RS, Giovani Feltes - Foto: Julia Chagas/Seapi
Secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, e secretário da Agricultura do RS, Giovani Feltes – Foto: Julia Chagas/Seapi

Setor orizícola

O Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção de arroz do Brasil. Levantamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) aponta que para esta safra 2023/2024 a previsão é de uma área plantada de 903,68 mil hectares, em torno de 62 mil hectares a mais do que na última safra. A previsão inicial, anunciada em 2023, era de 902,42 mil hectares. Na safra 2022/2023 foram plantados 839,97 mil hectares. “Ainda não há como prever qual será a produção e a produtividade desta safra, já que vários fatores influenciam nestes números, como o fenômeno El Niño. Vamos ter que aguardar um pouco”, afirmou o presidente do Instituto, Rodrigo Machado.

O secretário Feltes destacou que o setor arrozeiro é muito importante para a economia gaúcha. “O Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do país, sendo cultivado em 176 municípios, e o setor exporta para 65 países, movimentando a economia, gerando emprego e renda”, disse Feltes.

Já o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, falou sobre o amadurecimento do setor arrozeiro, sobre a profissionalização da atividade, que sempre buscou alternativas para melhorar os processos e se tornar mais competitiva, e o protagonismo que a cadeia tem na produção nacional do grão.  “Quase a metade dos municípios gaúchos depende, na sua economia, do arroz. Na questão social, o arroz emprega um funcionário para cada cinquenta hectares, em média, enquanto a soja emprega um para 200 hectares, fora o entorno, com o supermercado, o posto de gasolina e toda a rede do comércio que abastece o setor arrozeiro”, destacou o dirigente.

A preocupação com a portaria nº 644, publicada pelo Mapa em 08/01/2024, aumentando a taxa de classificação dos produtos de origem vegetal foi observada pelo diretor executivo do Sindicato da Indústria do Arroz no Estado do Rio Grande do Sul (Sindarroz), Tiago Barata. “Isto deve repercutir nos preços ao consumidor”, destacou.

O secretário Neri Geller ficou de verificar a situação desta portaria. Ele destacou as ações que o governo federal vem fazendo e os novos desafios. “Nós queremos incentivar aquelas políticas agrícolas que incentivem o produtor, para o país seguir crescendo, gerando emprego e renda, ainda mais neste setor do arroz, que está todo dia na mesa do povo brasileiro”, destacou. Geller disse que a secretaria está aberta a sugestões das entidades e dos produtores.

Entidades do setor arrozeiro e de proteína animal apresentam demandas para o governo federal
Entidades do setor arrozeiro e de proteína animal apresentam demandas para o governo federal – Foto: Julia Chagas/Seapi

 Participaram das reuniões: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Superintendência Federal de Agricultura do RS (SFA/RS), Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Sindicato da Indústria do Arroz no Estado do Rio Grande do Sul (Sindarroz), Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro), Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do RS (Apil), Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no RS (Sicadergs), Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtores Derivados (Sindilat), Associação de Criadores de Suínos no RS (Acsur), Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no RS (Sips), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do RS (Ocergs) e Seapi.

Fonte: SEAPI-RS

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