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quarta-feira, julho 17, 2024
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Tamanho do agronegócio na economia brasileira ajuda a explicar desempenho do PIB

Com a supersafra do começo de 2023, a agropecuária carregou um crescimento de 12,5% no primeiro trimestre. Nos três meses seguintes, ainda houve espaço para mais 0,5% de alta.

No interior do país, o produtor rural segue o tempo da terra, que só em setembro desperta para o plantio.

“Já começa preparo, dissecação de lavouras para plantar. Você planta até início de novembro, até lá para o dia 10 de novembro, final de janeiro, você já está colhendo. Você termina uma safra preparando para plantar outra”, conta o produtor rural Zelir Maggioni.

E a plantação cresce sem saber que dá ritmo à atividade econômica. Na cidade grande, uma massa de trabalhadores diminuiu o passo. Negócios estacionaram e comerciantes empataram as contas no terceiro trimestre do ano.

Com a supersafra do começo de 2023, a agropecuária carregou um crescimento de 12,5% no primeiro trimestre. Nos três meses seguintes, ainda houve espaço para mais 0,5% de alta. Com a entresafra, o setor tinha pouco a entregar: queda de 3,3% no terceiro trimestre.

“O movimento está caindo muito. Antigamente não dava nem para parar com isso aqui. Era lotado todo dia. Era bem corrido, não dava nem para parar para falar”, diz o carregador Ronaldo Camargo da Cunha.

Na comparação com o mesmo período de 2022, a agropecuária ainda sustenta um avanço de quase 9%.

Existe um grande mercado no Brasil – com representantes da indústria e dos serviços – que vive do dinamismo e dos frutos da agropecuária. É o chamado agronegócio, que passou de 18,6% a 24,3% do Produto Interno Bruto nos últimos dez anos. É por isso que quando é época de entressafra no campo, a economia também colhe pouco resultado. Ser forte na produção de alimentos é uma vantagem competitiva, mas não colocar todos os ovos na mesma cesta, seria ainda melhor na máxima dos economistas.

“É importante a gente pensar que essa vantagem competitiva foi construída ao longo do tempo com pesquisa agrícola, com todo setor de inovação ali de sementes, plantio, técnicas agronômicas. Então, muito mais uma história de sucesso, uma construção e fortalecimento de uma vantagem competitiva que os outros setores não conseguiram construir. Isso que reflete esse diferencial de competitividade”, afirma André Diz, pesquisador da FGV Agro.

Se a potência é o solo, a ameaça é a mudança climática.

“Na Argentina, o efeito climático foi catastrófico esse ano e esse é um risco crescente para o Brasil. O Brasil precisa entrar, como está entrando, com força nessa discussão de mudança climática até por ameaça ao seu próprio negócio, porque as mudanças climáticas representam um risco considerável para o agronegócio brasileiro”, diz Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master.

Um desafio desse tamanho, o produtor rural não vence sozinho.

“A parte da gente, a gente tem que fazer o mais assertivo possível e bem feito. Só que o clima a gente não controla”, diz o produtor rural Sidney Flach.

Fonte: Globo.com

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