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domingo, julho 14, 2024
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Seguro paramétrico ganha espaço nos negócios da Newe

A seguradora estima que, até o fim de 2023, a modalidade vai representar entre 2,5% a 5% de suas operações

A Newe Seguros tem ampliado a oferta de seguro paramétrico no agronegócio. O número de apólices cresceu 900% nos últimos anos, a maior parte com subvenção federal no Programa de Seguro Rural. A seguradora estima que, até o fim de 2023, a modalidade vai representar entre 2,5% a 5% de suas operações.

“Temos a convicção de que é um produto excelente, principalmente quando falamos de populações vulneráveis, dos agricultores familiares, de catástrofes e energias renováveis”, afirma o vice-presidente da Newe, Rodrigo Motroni.

Como a modalidade se baseia em índices, ela permite a cobertura de culturas para as quais não existem produtos de prateleira no mercado. Para citar alguns exemplos, a Newe tem apólices para cobrir a falta de chuvas para a produção de cacau na Bahia, o excesso de chuvas durante o período de colheita de grãos em Mato Grosso, o nível de umidade do solo para o plantio no Rio Grande do Sul e até o teor de açúcar por tonelada por hectare em lavouras de cana em São Paulo.

A gerente da superintendência de Agro da Newe, Thamirys Chaves, conta que a empresa passará a oferecer cobertura para usinas fotovoltaicas e hidrelétricas calculadas com base na irradiação solar e nas estiagens, respectivamente.

O diretor do Departamento de Gestão de Risco do Ministério da Agricultura, Jônatas Pulquério, disse que o desenvolvimento dessa modalidade de seguro depende da ampliação da rede pública de estações meteorológicas. Segundo ele, hoje, apenas Ceará e Paraná têm coberturas avançadas em seus respectivos territórios. “Sem essa base de dados, vamos ter uma deficiência grande”, afirmou.

Apólices

A quantidade de apólices de seguro paramétrico com acesso à subvenção no programa de seguro rural é “extremamente reduzida”, disse Pulquério, sem revelar o número exato. O ministério tem um projeto-piloto no norte do Paraná com a empresa Picsel e o suporte da GIZ, a Agência Alemã de Cooperação Internacional.

Dois produtos estão em desenvolvimento para atender o Grupo Mulheres do Café, uma iniciativa coletiva criada em 2013 e que abrange mais de 250 produtoras do grão em 11 municípios do Estado. Um cobre o risco de geada: o índice é composto pela temperatura mínima diária a dois metros do solo, e as produtoras são indenizadas caso a temperatura fique abaixo de 4ºC. O segundo cobre a estiagem, levando-se em conta o balanço hídrico do solo.

“Produtos de seguro de índice simples e fáceis de entender são essenciais para alcançar e atender efetivamente às necessidades de pequenos agricultores, promovendo sistemas agrícolas sustentáveis e resilientes e fornecendo proteção financeira a comunidades vulneráveis diante de um clima incerto”, completou Pulquério. A Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) não tem dados sobre o seguro paramétrico no país.

Fonte: Globo Rural

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