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domingo, julho 14, 2024
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Já são mais de 9 mil hectares queimados em incêndio no Parque Estadual Encontro das Águas

Segundo os bombeiros, o número parece alarmante, mas a situação está sob controle.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) anunciou nesta quinta-feira (19), durante uma coletiva dada à imprensa, que já são mais de 9 mil hectares afetados por incêndios no Pantanal mato-grossense, especificamente na região do Parque Estadual Encontro das Águas. O número, que parece alarmante, está longe de ser comparado à situação vivenciada em 2020, quando cerca de 70% do bioma foi destruído pelas chamas.

O incêndio no Parque, considerado o habitat das onças-pintadas, começou no dia 1º de outubro, quando as equipes ambientais dos bombeiros identificaram o primeiro foco de calor. Desde então, mais de 9 mil hectares já foram devastados, ainda assim, o número fica bem abaixo dos aproximados 320 mil destruídos em 2020, como explica o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), Marco Aires.

“Houve quase 10 mil hectares de área queimada até agora naquela região, quase 90% em propriedade privada e 10% no Parque Encontro das Águas, mais na extremidade. Isso está longe do Santuário das Onças.”

O que mais tem atrapalhado o trabalho das equipes de combate é o difícil acesso concedido ao local. “Lá não tem acesso a pé e muito menos com viatura, só através de barcos nos rios e, dentro da área que está queimando, [está] queimando entre áreas alagadas. Essa é a situação do Pantanal, essa é a dificuldade”, explica o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Alessandro Borges.

Os 108 mil hectares do Parque Estadual Encontro das Águas, localizado entre os municípios de Poconé e Barão de Melgaço, estão sendo observados e monitorados pelas equipes integradas dos bombeiros, Marinha, Polícia Militar Penal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema).

Segundo Borges, o apoio das outras entidades tem auxiliado a manter o controle da situação, agindo com o efetivo necessário e sem esgotar os recursos disponíveis. “Não vai chegar nem perto do que ocorreu [em 2020] e está bem abaixo da média dos últimos 10 anos, ou seja, está sob controle”.

Até o momento, a causa do incêndio não foi identificada, mas é provável que os focos tenham surgido por conta da queda de raios na região, ou seja, um incidente considerado natural. “A princípio foi uma descarga atmosférica”, afirma o comandante-geral.

Fonte: Leia Agora

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