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domingo, julho 14, 2024
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Banco Central anuncia o primeiro corte da taxa básica de juros desde agosto de 2020

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, surpreendeu e votou por uma redução de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que terminou hoje. Ele acompanhou o novo diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula, e acabou exercendo o papel de desempate.

Com isso, o Banco Central anunciou na noite desta quarta-feira o primeiro corte da taxa básica de juros desde agosto de 2020. Em uma reunião com divergência entre os diretores do Copom, a Selic caiu de 13,75% para 13,25%, ou 0,5 ponto percentual. O voto de Campos Neto serviu para desempatar em favor do corte de 0,50 ponto, mais ambicioso que o projetado por uma boa parte dos analistas de mercado que apostavam queda de 0,25 ponto.

Decisão sobre juros não depende só de Campos Neto. Copom tem mais oito diretores; veja quem são — Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central
Decisão sobre juros não depende só de Campos Neto. Copom tem mais oito diretores; veja quem são — Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

Comitê de Política Monetária (Copom) é formado pelo presidente do BC e mais oito diretores

Cinco diretores votaram pelo corte de 0,5 ponto da Selic na reunião de hoje do Banco Central e quatro, pela redução menor, de 0,25 p.p. Votaram pela redução de 0,5 ponto o presidente Roberto Campos Neto e os diretores Ailton de Aquino Santos, Carolina de Assis Barros, Gabriel Muricca Galípolo e Otávio Ribeiro Damaso.

Votaram por uma redução de 0,25 ponto percentual os seguintes membros: Diogo Abry Guillen, Fernanda Magalhães Guardado, Maurício Costa de Moura e Renato Dias de Brito Gomes. Foi a primeira divergência em uma decisão do Copom desde agosto do ano passado.

Desde então, as decisões anteriores de manter os juros em 13,75% ao ano foram consensuais. Dessa vez, todos votarão para cortar a taxa, mas divergiram sobre o tamanho da redução.

Primeira queda em três anos

Os juros foram mantidos no patamar de 13,75% por um ano, desde agosto de 2022, ou sete reuniões seguidas. Já a última queda havia acontecido em agosto de 2020, no primeiro ano da pandemia, quando a taxa passou de 2,25% para 2%.

Ao longo deste ano, a manutenção da Selic em 13,75% foi motivo de acirramento na relação entre governo e integrantes da autoridade monetária, com críticas centralizada ao presidente do BC, Roberto Campos Neto — indicado na gestão de Jair Bolsonaro e o primeiro a dirigir o BC com autonomia operacional regulamentada.

Em encontro com correspondentes internacionais na manhã desta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a citar Campos Neto, alegando que o chefe do BC “não entende de Brasil e de povo” e reforçou que o governo esperava que o início do ciclo de corte Selic fosse iniciado nesta quarta-feira.

A redução dos juros já era esperada pelo mercado financeiro e pela equipe econômica do governo. A dúvida estava na intensidade do corte, com apostas majoritárias entre 0,25 ou 0,5 ponto percentual.

Fonte: OGlobo

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